Saúde promove II workshop sobre boas práticas para atendimento materno em Sergipe

Encontro é um espaço de discussão e fortalecimento da assistência materno-infantil no estado, reunindo profissionais das maternidades, ambulatórios, atenção primária e demais serviços que integram a rede de cuidado

Com o objetivo de fortalecer a rede materno-infantil em Sergipe e qualificar ainda mais a assistência prestada às gestantes e aos recém-nascidos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), realizou, nesta quinta-feira, 28, Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, o II workshop sobre boas práticas no atendimento materno durante o pré-parto, parto e pós-parto.

O workshop é um espaço de discussão e fortalecimento da assistência materno-infantil no estado, reunindo profissionais das maternidades, ambulatórios, atenção primária e demais serviços que integram a rede de cuidado. O objetivo é contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil em Sergipe, por meio de uma assistência cada vez mais humanizada, segura e qualificada. Para alcançar esse avanço, a SES reforça a importância do investimento contínuo na capacitação de profissionais e gestores que atuam na rede de atenção à saúde, promovendo o aprimoramento das práticas assistenciais e o fortalecimento do cuidado integral às mulheres e aos bebês.

“Esse ano, vamos abordar sobre o parto humanizado e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas pela enfermagem obstétrica nas maternidades de risco habitual do estado. Durante a programação, também vamos analisar os 10 passos do cuidado obstétrico, incluindo o passo zero, inserido recentemente e que traz a discussão sobre racismo e equidade racial dentro da assistência materna”, salientou a referência técnica da Rede Materna da Daes, Kelly Bianca Costa.  

Parto humanizado

Segundo a diretora da Daes, Neuzice Lima, a assistência começa ainda na unidade básica de saúde, onde a gestante inicia o pré-natal e constrói o seu plano de parto. A partir daí, todo o cuidado precisa ter continuidade nas maternidades, garantindo acolhimento, segurança e um atendimento de qualidade para mãe e bebê. 

“Quando falamos em parto humanizado, estamos falando sobre garantir que a mulher seja acolhida, ouvida e respeitada em um momento tão importante da vida. Isso inclui oferecer informações corretas, respeitar suas escolhas, assegurar direitos previstos em lei, como a presença de acompanhante e o acesso às doulas, além de garantir que toda assistência seja baseada em evidências científicas e realizada com segurança e cuidado”, explicou a destacou a diretora da Daes, Neuzice Lima. 

Em 2025, Sergipe registrou aproximadamente 29 mil partos entre normais e cesarianas realizados nas maternidades credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o estado conta com nove maternidades de risco habitual e uma maternidade de alto risco, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.

A Zacarias Júnior, localizada em Lagarto, é referência em Sergipe e foi a primeira unidade do estado com Centro de Parto Normal, voltada para gestantes de risco habitual, sempre priorizando o protagonismo da mulher, a assistência baseada em evidências científicas e a redução de intervenções desnecessárias.

Segundo a enfermeira obstétrica, Ana Zulica, o workshop foi oportuno para discutir temas importantes com outros profissionais, como o protagonismo da mulher durante o parto, métodos de alívio da dor, a presença do acompanhante no pré-parto, parto e pós-parto, além da atuação das doulas e do fortalecimento do parto normal assistido pelas enfermeiras obstetras com suporte da equipe médica. “A importância de um evento como este está justamente na troca de experiências e na construção de uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada”, disse a enfermeira.

Fotos: Fotos: Mário Sousa

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