Reestruturação das unidades ao longo de 2024 ampliou serviços para os sergipanos; melhorias foram viabilizadas graças aos convênios com o Governo Federal
A Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) dedica atenção especial para assistência à população através de serviços humanizados nas unidades Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) e Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen). Em 2024, foram investidos mais de 4 milhões através de convênios do Estado e do Governo Federal, para reestruturação física das unidades, ampliação do parque tecnológico com aquisição de novos equipamentos e implementação de metodologias modernas que garantem agilidade às análises.
Entre os avanços, o Hemose alcançou acreditação junto a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que possibilita o envio mensal de 100 unidades de plasma fresco, destinado à produção de procoagulantes (fator VIII e IX) utilizados para o tratamento de pacientes com coagulopatias hereditárias, como a hemofilia e a produção de imunoglobulina humana para vítimas com queimaduras. Com essa qualificação o hemocentro de Sergipe também contribui para a autossuficiência do Brasil na produção desses medicamentos.
Outro importante destaque foi a finalização da reforma do setor de coleta com a ampliação do atendimento simultâneo para 14 doadores, o que representa uma capacidade instalada para realizar até 260 doações de sangue ao dia. O profissional liberal Reginaldo Moura Santos, 51 anos, elogiou o espaço. “Sou doador há mais de dez anos e fico feliz em ver as melhorias aqui no hemocentro, o Governo está cuidando das pessoas doadoras. O espaço de coleta ficou mais bonito e organizado”, disse ele.
Agências transfusionais
O atendimento transfusional a pacientes assistidos nos municípios ficou ainda mais ágil. O Hemose colaborou com abertura de duas agências transfusionais (AT), sendo uma em Nossa Senhora da Glória e a outra em Nossa Senhora do Socorro. As ATs são setores que funcionam na unidade hospitalar para estocar sangue e hemocomponentes, submetidos a testes pré-transfusionais antes da sua aplicação em pacientes. Para realização desse serviço, o hemocentro distribuiu freezeres, câmaras de conservação, agitadores de plaquetas, centrífugas, incubadoras, além de insumos necessários para testes, ABO, fator Rh e compatibilização sanguínea doador e receptor.
Tecnologias e vigilância laboratorial
Os avanços na saúde prosseguem com a ampliação das análises para agravos de Saúde Pública realizadas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que anualmente processa mais de 400 mil testes. Esses dados são resultantes de investimentos da renovação do parque tecnológico e aquisição de novos equipamentos instalados no laboratório de Sorologia como o Work Station, que processa até 480 testes sorológicos a cada duas horas, o analisador automático pelo método Elisa, que faz testes da dengue, zika virus, chikungunya, leptospirose, sarampo, rubéola, doença de Chagas, parvovírus, esquistossomose, avidez para toxoplasmose e tuberculose.
Outra tecnologia que agregou agilidade aos serviços laboratoriais foi o novo Autoclave Ultra Fast, que garante acompanhamento em tempo real via painel digital da esterilização de frascos, vidrarias e copos utilizados na produção de meios de cultura para exames de microrganismos transmissores de doenças causadas pelo consumo de água ou alimentos contaminados.
De acordo com o superintendente da unidade, Cliomar Alves, o principal benefício das novas técnicas está relacionado com a agilidade e promoção da vigilância laboratorial e epidemiológica. “Estamos comprometidos em manter e elevar o padrão dos nossos serviços. Essa modernização dos equipamentos e sistemas é essencial para que possamos oferecer o melhor atendimento possível aos nossos clientes, a Atenção Primária e as vigilâncias sanitária e epidemiológica do estado e municípios sergipanos”, destacou o farmacêutico bioquímico.
Qualificação
Ao longo do ano o Laboratório Central de Saúde Pública promoveu visitas técnicas em praticamente 100% dos municípios sergipanos para prestar orientações sobre as metodologias empregadas para diagnóstico de agravos de Notificação Compulsória. Nessas ocasiões os gestores municipais já avaliam a necessidade de capacitações de suas equipes profissionais.
A gerente do laboratório municipal da Barra dos Coqueiros, Valdenia Santos Bispo, destacou a importância dos encontros para definir estratégias. “Acho bastante positivo esse contato com os profissionais do Lacen, que possuem as técnicas, assim podemos tirar dúvidas e alinhar as necessidades dos profissionais que trabalham com as ações de vigilância epidemiológica, assim podemos planejar melhor as políticas de saúde do município”, frisou.
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