Ação buscou conscientizar a população sobre a importância da saúde renal e realizou busca ativa para diagnóstico de hipertensão arterial e diabetes mellitus, com oferta de exames
Para marcar o Dia Mundial do Rim, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) participou, nesta quinta-feira, 12, do evento ‘Sergipe no Dia Mundial do Rim 2026’, iniciativa voltada à conscientização da população sobre a importância da saúde renal. A ação promoveu um mutirão na Praça Fausto Cardoso, localizada no Centro de Aracaju, com oferta de exames e orientações à população. Para alcançar mais pessoas e descentralizar as atividades, a iniciativa seguirá para os municípios de Estância, no sul sergipano, e Itabaiana, na região agreste do estado.
Neste ano, a campanha trouxe o tema ‘Cuidar de pessoas e proteger o planeta’ e promoveu atividades voltadas à ampliação do acesso à informação, ao estímulo ao diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica (DRC) e à adoção de hábitos de vida saudáveis. Estima-se que o mutirão realizado na capital tenha atendido cerca de 150 pessoas.
Para o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, iniciativas como essa são essenciais e contribuem com a divulgação de informações importantes. O cuidado com a saúde renal começa, principalmente, pela prevenção e pelo diagnóstico precoce, o que reforça a importância de ações como essa, que aproximam os serviços de saúde da população e incentivam a realização de exames. A Secretaria de Estado da Saúde tem orgulho de apoiar iniciativas que ampliam o acesso à informação e estimulam hábitos de vida mais saudáveis, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos sergipanos”, destacou.
Durante a ação, profissionais distribuíram panfletos e conduziram palestras educativas sobre os cuidados com a saúde renal. Na mesma oportunidade, a equipe atendeu o público presente, oferecendo serviços como medição de pressão arterial, glicemia capilar e dosagem de creatinina, com o objetivo de realizar busca ativa para diagnóstico de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, principais causas da doença renal crônica. A iniciativa também ofertou consultas médicas para realização de anamnese.
Segundo a nefrologista Susan Carvalho, uma das organizadoras do evento, a realização de exames de rotina é essencial na prevenção de doenças renais.“Muitas pessoas que começam a hemodiálise afirmam que não sabiam que tinham problema renal. Isso costuma acontecer porque o paciente não realizava check-up do rim de forma rotineira. Então, a minha mensagem para este Dia Mundial do Rim, que completa 20 anos em 2026, é: faça o check-up do seu rim, principalmente o exame de creatinina, que é simples. Essa prática evita desfechos desfavoráveis, como a necessidade de diálise. Vale lembrar que a doença renal muitas vezes não apresenta sintomas”, ressaltou.
Além da capital, a ação especial também será realizada nesta sexta-feira, 13, em Estância, e no sábado, 14, em Itabaiana. A expectativa é de que a iniciativa alcance cerca de 300 pessoas, considerando os três dias de atividades.
População consciente
O mutirão alertou e conscientizou muitas pessoas sobre a importância de cuidar da saúde renal. O porteiro Cláudio Dias, de 43 anos, soube da iniciativa por meio das redes sociais e aproveitou a oportunidade para realizar exames e consulta médica. “Eu achei a ação muito legal para nos prevenirmos e descobrir se temos algum problema. Aproveitei que estava de folga do trabalho e vim me cuidar, porque não costumo fazer exames para avaliar a saúde dos rins”, disse.
A pensionista Yara Oliveira, de 70 anos, estava passeando pela Praça Fausto Cardoso quando viu a ação e decidiu participar. Ela contou que considera muito importante realizar exames com frequência para avaliar a saúde renal. “Achei a ação muito interessante e importante. Tem muita gente que não se preocupa em realizar esses exames, e aqui já é uma boa oportunidade”, comentou.
Avanço no tratamento renal
Sergipe tem avançado cada vez mais nos serviços públicos voltados à saúde renal. Recentemente, após 13 anos, o Estado voltou a realizar transplantes renais com doador falecido. O resultado é fruto de um contrato entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), no valor de R$241 milhões por ano, que viabiliza a realização de transplantes de rim e fígado, além de cerca de 700 procedimentos hospitalares por mês.
“Sergipe começou a fazer transplante renal na década de 80 e, recentemente, voltamos a realizar o procedimento com doador falecido por meio do Hospital de Cirurgia e do Hospital Universitário de Aracaju da UFS (Universidade Federal de Sergipe). Estamos colocando essa modalidade à disposição da sociedade sergipana para que os pacientes possam ser atendidos aqui, próximos da família e dos amigos, e com maior comodidade”, destacou o coordenador da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), Benito Oliveira.
Para muitos pacientes renais crônicos, o transplante representa um recomeço e a esperança de uma maior qualidade de vida. Esse é o caso do frei-paulense José Charles dos Santos, de 54 anos, que realizou transplante renal na última sexta-feira, 6, no Hospital de Cirurgia, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Eu faço hemodiálise há sete anos e estava esperando pelo transplante há mais de seis anos. Eu estava na fila de São Paulo, mas surgiu a oportunidade de ser transferido para cá. Graças a Deus, em cerca de uma semana tudo aconteceu e eu consegui realizar o procedimento. Para mim, o transplante representa o início de uma nova vida, um novo começo. Quando a gente é renal crônico, perde praticamente toda a liberdade. Hoje eu tenho esperança de recomeçar”, declarou.














Fotos: Mário Sousa
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